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Jornal do Povão

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  • Jacareí - SP

Novo destino para o lixo doméstico da Estância


A prefeitura da Estância Turística de Salesópolis iniciou segunda-feira, 11 de junho o transporte do lixo retirado na cidade para o aterro sanitário na cidade de Jacareí no Vale do Paraíba.


O lixo que antes era levado até a cidade de Biritiba Mirim, depositado em um transbordo para depois ser levado para a cidade de Tremembé, SP, (Vale do Paraíba) distante 130 km a um preço por tonelada no valor de R$ 147, agora passou a ser levado diretamente no aterro sanitário em Jacareí, SP, (Vale do Paraíba), distante apenas 46 km a um custo de R$ 92 a tonelada, ou seja R$ 55 mais barato.


O prefeito Vanderlon Oliveira Gomes, PR disse a reportagem do JP que espera também a colaboração da população da Estância no sentido de reciclar mais em suas residência e comércios, pois somente assim poderá além de não estar desperdiçando dinheiro irá fortalecer ainda mais a ARES (Associação dos Recicladores de Salesópolis) e gerando mais empregos.


Hoje cerca de 30% do lixo é reciclado na Estância Turística de Salesópolis e a prefeitura está realizando parcerias com as escolas e entidades para que aumente essa porcentagem em quantidade reciclável.


O Estado de São Paulo produz cerca de 61 toneladas de lixo por dia. Desse total, 76% é destinado a aterros sanitários, segundo a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). Ao mesmo tempo, a estimativa é de que 117 toneladas de resíduos não são coletadas diariamente em todo os 645 municípios. Os dados são do último levantamento da Abrelpe.

O lixo, seja ele descartado corretamente ou não, muitas vezes, poderia ser reaproveitado através da reciclagem. No entanto, o tratamento de resíduos sólidos ainda é um gargalo não só no Estado, mas em todo país. O motivo é a falta de uma sintonia entre os processos. É preciso separar o lixo reciclável de um grande volume de material. Depois disso, tem que tomar cuidado para esse resíduo separado não ser contaminado no caminho até a cooperativa, ou galpão de triagem, ou central mecanizada. Feito isso, o material tem que ter valor atrativo para ser comercializado. Ai sim a reciclagem efetivamente acontece. Se todas essas partes não estiverem sincronia, a reciclagem não acontece.

Uma parte da coleta acaba não sendo reciclada e acaba indo para o aterro sanitário, mesmo a Estância Turística de Salesópolis ter a ARES e uma população consciente e com acesso a informação. Todo o lixo fora do sistema é um problema ambiental e social. O depósito irregular gera contaminação do solo, da água, emite poluentes para a atmosfera, atrai doenças. Todo descarte fora do sistema da reciclagem se torna uma fonte poluidora.


O descarte inadequado de resíduos sólidos nos chamados "lixões" causa prejuízos anuais de R$ 420 milhões para o Estado de São Paulo. O valor é referente aos gastos para tratamento de saúde e recuperação ambiente, ou seja reciclar é o melhor caminho.