Finados: Fátima dos Santos há 21 anos cuidando dos Jazigos no cemitério municipal

 

Não é apenas nas proximidades do dia de Finados que Fátima dos Santos se dedica a deixar os Jazigos no Cemitério Municipal limpos e bem cuidados para a visita dos entes queridos.

 

Durante todo o ano essa mulher batalhadora faz com muito amor, dedicação e respeito seus trabalhos de conservar e manter sempre limpos as sepulturas.

 

No dia 11 de setembro Fátima completou 21 anos trabalhando no cemitério da Estância Turística de Salesópolis e quando chega às proximidades do dia de Finados os trabalhos aumentam e ela chega a fazer a limpeza e manutenção de aproximadamente 700 Jazigos.

 

A reportagem do JP pode conhecer um pouco mais dos trabalhos da Fátima como é carinhosamente chamada por todos e muito bem querida por sinal.

 

“O meu trabalho é particular, mas também faço alguns serviços voluntários, pois várias pessoas não podem arcar com as despesas, então eu pego meus próprios materiais e faço o serviço sem cobrar nada, tudo de coração e enquanto eu tiver forças e saúde estarei realizando este trabalho e mantendo essa tradição, pois para ser sincera eu adoro estar no cemitério”.

 

“A sepultura que mais recebe visitantes no dia de finados é a do José Alexandrino”.

“As pessoas vem com a finalidade de pagar promessas, pedir proteção e essa sepultura é uma relíquia que nós temos aqui, a sepultura dos padres também recebem bastante visitantes, assim como a missa realizada na Capela do Cemitério”.

 

“José Alexandrino (1910 – 1972), era um benzedor que curou muitas pessoas de picadas de cobra, curava crianças desconfiadas”.

 

“Ele era uma pessoa simples e humilde, assim como toda a sua família, que hoje em dia participam da tradição da congada e suas filhas também fazem parte dessa tradição, uma é caixeira na Congada, outra faz parte do grupo de Moçambique e todos participam da parte religiosa, então muitas pessoas tem bastante fé nele, pelos poderes e pelos milagres que ele realiza”.

 

“Com a ordem da Família fui até o cartório e descobri que José Alexandrino e sua esposa nasceram na cidade de Paraibuna e depois vieram mora na estrada que liga Salesópolis à Santa Branca, no Bairro do Paraitinguinha”.

 

“Existe uma música que fala sobre a história de vida de José Alexandrino, composta pelo Pádua do Odilon, que já foi cantada diversas vezes por Shirley Luzia nos palcos da cidade”, concluiu Fátima que fez questão de deixar o túmulo de José Alexandrino um dos mais bonitos para este dia de Finados.

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