CONDEMAT aguarda plano assistencial de atendimento de pacientes da Covid-19


Grade de leitos de internação nos hospitais da Região Metropolitana ainda não está disponível e prefeituras trabalham com alternativas


Com mais de 1.200 casos confirmados de coronavírus e uma curva que cresce rapidamente, a direção do CONDEMAT – Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê está preocupada com a demora na liberação do Plano Assistencial para atendimento dos pacientes de Covid-19. Até o momento não foi consolidada a grade de hospitais públicos de referência e os respectivos números de leitos de internação e UTI por cidade ou Região, o que dificulta a atuação dos gestores municipais.


No final de março o COND

EMAT solicitou, da Secretaria de Estado da Saúde o cronograma de leitos do Alto Tietê para os pacientes de coronavírus. O pedido foi reiterado outras vezes – a última delas ontem (27/04). Ainda que a maioria das cidades tenha criado fluxos internos, a demanda crescente de casos – principalmente graves – mostra a urgência da disponibilidade do plano de ocupação de leitos de hospital e UTI para orientar a regulação.


“O Alto Tietê é uma das seis regiões da Diretoria Regional de Saúde 1 (DRS1), que concentra 94% dos óbitos por coronavírus e é extremamente complexa porque engloba as 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Os técnicos do Estado e dos municípios têm trabalhado na elaboração do plano assistencial, mas a demora na conclusão dele preocupa muito e dificulta o direcionamento dos casos mais graves”, aponta a coordenadora da Câmara Técnica de Saúde do CONDEMAT, Adriana Martins.

No início de abril, foi divulgada a ampliação de 278 leitos (181 de Clínica Médica e 97 para UTI) nos hospitais estaduais de Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano, porém a efetivação e ocupação dos mesmos dependem da grade em elaboração.


“A expectativa é de que o plano assistencial seja concluído nos próximos dias e só então teremos condições de responder efetivamente os muitos questionamentos sobre para onde direcionar pacientes e número de leitos disponibilizados no Alto Tietê”, acrescenta.


Enquanto essas informações não são liberadas, os municípios utilizam de alternativas internas para absorver a demanda. Algumas prefeituras investiram em hospitais de campanha e ampliação de leitos nas unidades municipais. Quem não tem UTI em número suficiente, lança mão de planos emergenciais, como a contratação de serviços em hospitais privados. Na rede estadual, o suporte é feito através da rede Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde).

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