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Jornal do Povão

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A Herança Maldita: Como a Gestão Anterior de Salesópolis Hipotecou o Futuro de sua Própria População

  • Foto do escritor: Hiago Salesópolis
    Hiago Salesópolis
  • 29 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Salesópolis, 28 de janeiro de 2025 – O dia 28 de janeiro de 2025 ficará marcado na história de Salesópolis não pela criação de um refúgio de vida silvestre, mas pela revelação de uma bomba-relógio social e ambiental, plantada por uma gestão municipal anterior e que explodiu no colo da população e da administração atual. A audiência pública para a criação do "Refúgio de Vida Silvestre do Bicudinho do Brejo Paulista" não foi um ato de transparência, mas a cruel formalização de um engodo, uma herança maldita que agora assombra centenas de famílias rurais.


O que se viu hoje em Salesópolis foi o desespero de uma comunidade que se sente traída, vendida e desamparada. A pretexto de uma compensação ambiental por irregularidades cometidas em gestões passadas, a administração anterior, de forma obscura e unilateral, entregou terras alheias como moeda de troca. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado com o Ministério Público (SEI/MPSP nº 13298576), apresentando um projeto completo da área, sem que sequer um pingo de consideração fosse dado aos verdadeiros proprietários, às famílias que ali vivem e produzem há décadas.


A verdade é crua e dolorosa: a gestão que nos antecedeu sacrificou a segurança jurídica e a paz de espírito de sua própria população para quitar dívidas e evitar sanções. Não houve diálogo, não houve aviso, não houve respeito. A Câmara Municipal, guardiã dos interesses do povo, foi simplesmente ignorada, mantida na escuridão enquanto se arquitetava essa manobra que hipotecava o futuro de dezenas de propriedades. A população foi pega de surpresa, sem voz, sem escolha, diante de um fato consumado que agora ameaça suas vidas.


O drama é real e inegável. O medo de restrições futuras no uso da terra, a iminente desvalorização de imóveis, a insegurança sobre as regras que virão e a incerteza sobre o futuro de suas atividades são fantasmas que assombram cada morador. Eles se veem como vítimas de uma negociação de bastidores, onde suas terras foram usadas como garantia de um acordo que não lhes pertencia, gerando um transtorno que agora a atual gestão de Rodolfo e Galo é obrigada a tentar resolver.


Essa crise não é um mero problema administrativo; é um atestado da irresponsabilidade e da falta de planejamento de quem esteve no poder e optou por soluções fáceis que desconsideraram o impacto devastador na vida de pessoas comuns. O “Refúgio de Vida Silvestre” surge, assim, não como um símbolo de preservação, mas como um monumento à negligência e ao descaso com o ser humano.


Salesópolis agora enfrenta não apenas um desafio ambiental, mas uma profunda ferida social, uma cicatriz deixada pela imprudência de gestões passadas. Até quando a população pagará o preço por erros que não cometeu?

 
 
 

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